Possui graduação em Direito pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (1990) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1996). É Professor Doutor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e Professor do Insper. Foi Subsecretário de Finanças do município de São Paulo (2001-2003), Assessor Especial do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003 -2004), Secretário Executivo do Ministério da Educação (2004 -2005) e Ministro da Educação (2005-2012). Foi Prefeito da cidade de São Paulo (2013-2016). Em 2023, tornou-se o Ministro da Fazenda do Brasil.
É professor de ciência política da Universidade de São Paulo (USP), instituição pela qual se graduou bacharel em direito, mestre em economia e doutor em filosofia. Trabalhou como analista de investimento no Unibanco. Entre 2001 a 2003, foi subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico do Município de São Paulo, na administração de Marta Suplicy. Integrou, ainda, o Ministério do Planejamento do governo Lula durante a gestão de Guido Mantega (2003–2004), oportunidade na qual elaborou o projeto de lei que instituiu as parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil.
Foi nomeado como ministro da Educação em julho de 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo no cargo até janeiro de 2012. Durante seu mandato como ministro, houve a criação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), a implementação da Universidade Aberta do Brasil e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, assim como a implementação do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a reformulação e ampliação do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2012, foi eleito prefeito do município de São Paulo, vencendo no segundo turno o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra.
Em setembro de 2018, lançou sua campanha como candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência da República nas eleições de 2018, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir a candidatura de Lula naquele pleito. No primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro, Haddad ficou em segundo lugar, com mais de 31 milhões de votos, correspondente a cerca de 30% dos votos válidos. Disputou o segundo turno no dia 28 de outubro e recebeu 44,87% dos votos válidos, perdendo para seu adversário, Jair Bolsonaro do Partido Social Liberal (PSL). Nas eleições de 2022, foi candidato ao governo do estado de São Paulo e disputou o segundo turno contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebendo 44,73% dos votos válidos. Em 1 de janeiro de 2023, Haddad tomou posse como ministro da Fazenda no terceiro governo Lula. É membro fundador do Grupo de Puebla, criado em 12 de julho de 2019 no México.
Infância e juventude
Fernando Haddad é o segundo de uma família de três filhos. Seu pai, Khalil Haddad, emigrou do Líbano para o Brasil aos 24 anos, em 1947, vindo a estabelecer-se como comerciante atacadista de tecidos. Sua mãe, Norma Thereza Goussain Haddad, filha de libaneses nascida no Brasil, formou-se no curso de Magistério no Liceu Pasteur e presta serviços filantrópicos com a família no Grupo Socorrista Maria de Nazaré. Kardecista, D. Norma lia o Evangelho toda semana com Fernando e suas duas irmãs, Priscila e Lúcia, criando nas crianças o hábito da oração antes de dormir, que é mantido até hoje.
A família Haddad cultiva como referência espiritual, Cury Habib Haddad, avô paterno de Fernando, que, ao ficar viúvo, tornou-se padre da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia. Naquele país, destacou-se como líder na luta contra o domínio francês, no período posterior à Primeira Guerra Mundial. Morreu em 1961 no Brasil. Fernando Haddad carrega sempre na carteira a foto do avô, que ele não chegou a conhecer.
Passou a infância no bairro Planalto Paulista, onde desenvolveu a paixão pelo esporte nos campos de várzeas. Além do futebol, Fernando é faixa preta em tae kwon do e lutou kung fu na adolescência. O ex prefeito também jogou handebol pelo Esporte Clube Sírio e chegou a ser vice artilheiro do campeonato paulista entre 1977 e 1978.
Cursou a pré-escola e o Ensino Fundamental no Ateneu Ricardo Nunes, e o secundário no Colégio Bandeirantes. Em 1981 ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP. Durante a graduação, Fernando Haddad dividiu-se entre os estudos e o trabalho com o pai como balconista no comércio atacadista de tecidos da colônia antioquina na Rua 25 de Março.
Em 1988, aos 25 anos, casou-se com a dentista paulistana Ana Estela Haddad, depois de dois anos de namoro e de uma amizade mantida desde que ele tinha 17 anos. A amizade entre o casal surgiu por causa da coincidência de terem o mesmo sobrenome, embora não fossem parentes.
No Canadá, enquanto trabalhava na dissertação de mestrado, ela fazia estágio em Odontologia. Em 1992 nasceu o primeiro filho, Frederico, e em 2000, a filha Ana Carolina.
Em 2 de julho de 2023, Norma Theresa Goussain Haddad, mãe de Fernando Haddad, morreu aos 85 anos, vítima de um câncer, contra o qual lutava por três anos.
Atuação Profissional
Em 1986, associou-se ao engenheiro Paulo Nazar, seu cunhado, para atuar no ramo da incorporação e construção. Em 1988, trabalhou como analista de investimento do Unibanco. Em 1997, foi aprovado no concurso para lecionar na USP, tornando-se, aos 34 anos, professor do departamento de Ciência Política. No mesmo ano, se desfez do negócio da família em função do agravamento do estado de saúde de seu pai. A partir de 1998, trabalhou como consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, onde coordenou o projeto de criação da tabela mensal de preços de carros novos, conhecida como Tabela Fipe, lançada em maio de 2000.
Prefeitura de São Paulo (2001–2003)
Em 2001, assumiu a função de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município de São Paulo, no início da gestão da prefeita Marta Suplicy, integrando-se à equipe encarregada de equacionar o desequilíbrio fiscal provocado pelas dívidas herdadas da gestão anterior.
Na Secretaria, comandada por João Sayad, Haddad ajudou a montar uma estratégia de pagamento escalonado aos credores e a organizar as finanças municipais. Ao final de dois anos e meio, segundo fontes do Partido dos Trabalhadores (PT), o município teria alcançado o equilíbrio fiscal, incrementando a capacidade de investimento. Haddad deixou a Secretaria junto com Sayad, no primeiro semestre de 2003. Haddad, no mesmo ano, assumiu a Assessoria Especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e Sayad, em 2005, foi convidado por José Serra, eleito prefeito, para assumir a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.
Em 2008 o Ministério Público Federal arquivou uma Representação feita pelo PDT contra a ex-prefeita de São Paulo. O MP concluiu que, ao contrário do que o partido alegou, a então prefeita não causou déficit ao Tesouro Municipal. Ao contrário, deixou saldo de mais de R$ 91 milhões. A Representação foi arquivada por ordem do ministro Eros Grau, conforme a manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Governo federal (2003-2005)
Em 2003, Haddad foi convidado por Guido Mantega para integrar sua equipe do Ministério do Planejamento, em Brasília. Na função de assessor especial, formatou a Lei de Parcerias Público-Privadas, as PPPs, com o objetivo de estimular empresários a investir em áreas consideradas estratégicas pelo governo federal. No ano seguinte, foi convidado pelo então Ministro da Educação Tarso Genro para que assumisse o cargo de Secretário-executivo do Ministério da Educação.
A gente precisa superar a ideia de que tudo ou é público ou é privado. O mundo não funciona mais assim