Aos 25 anos, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. No ano seguinte, foi selecionado para o mestrado em Economia e, em seguida, doutorado em Filosofia. Hoje leciona Ciência Política também na USP.
Fernando Haddad é bacharel em direito, mestre em economia (com a dissertação O caráter sócio-econômico do sistema soviético) desde 1990, e doutor em filosofia (com a tese De Marx a Habermas — O Materialismo Histórico e seu paradigma adequado, sob a orientação de Paulo Arantes) desde 1996, tendo obtido esses três graus pela Universidade de São Paulo (USP).
No final de 1985 diplomou-se em Direito e, no ano seguinte, foi aprovado no exame da OAB. Em outubro de 1986, Haddad foi selecionado para o mestrado em Economia da USP, que viria a concluir em 1990,[36] depois de passar um ano (1989) elaborando a tese como aluno visitante da Universidade McGill.
Prosseguiu a jornada acadêmica na USP cursando, entre 1991 e 1996, o doutorado em Filosofia. Nos dois níveis da pós-graduação defendeu teses de crítica ao socialismo real, adotando em ambas abordagens ancoradas na escola frankfurtiana.

Ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP
Durante a ditadura militar e em seu terceiro ano de faculdade, Haddad começou a militância estudantil, acirrando o debate político e se opondo ao totalitarismo.

Se tornou presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto e participou de comícios do movimento Diretas Já, pelas eleições diretas para Presidente da República.

Diplomou-se em Direito.
Aprovado no exame da OAB.
Selecionado para o mestrado em Economia da USP.
Conclusão do mestrado, após passar 1 ano elaborando a dissertação como aluno visitante da Universidade McGill.
Iniciou o doutorado em Filosofia.
Conclusão do doutorado em Filosofia.
Aos 34 anos, Haddad se tornou professor do Departamento de Ciência Política da USP.
Formação acadêmica
Fernando Haddad é bacharel em direito, mestre em economia (com a dissertação O caráter sócio-econômico do sistema soviético) desde 1990, e doutor em filosofia (com a tese De Marx a Habermas — O Materialismo Histórico e seu paradigma adequado, sob a orientação de Paulo Arantes) desde 1996, tendo obtido esses três graus pela Universidade de São Paulo (USP).
No final de 1985 diplomou-se em Direito e, no ano seguinte, foi aprovado no exame da OAB. Em outubro de 1986, Haddad foi selecionado para o mestrado em Economia da USP, que viria a concluir em 1990,[36] depois de passar um ano (1989) elaborando a tese como aluno visitante da Universidade McGill.
Prosseguiu a jornada acadêmica na USP cursando, entre 1991 e 1996, o doutorado em Filosofia. Nos dois níveis da pós-graduação defendeu teses de crítica ao socialismo real, adotando em ambas abordagens ancoradas na escola frankfurtiana.
Política estudantil
No terceiro ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, começou a militância estudantil. Em um período de distensão da ditadura militar, que acirrava o debate político nas universidades, Fernando Haddad fez uma imersão na leitura de Karl Marx, aplicando-se à crítica ao stalinismo e também ao trotskismo, que considerava apenas uma crítica moralista ao totalitarismo.
Nessa época, conectou-se com o pensamento da Escola de Frankfurt, identificando-se com as teorias críticas de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse. Associou-se a militantes de fora das duas facções que se revezavam na direção do Centro Acadêmico XI de Agosto — o Partido Comunista Brasileiro, alinhado à União Soviética, e a trotskista Libelu de crítica ao regime soviético. Fernando apoiou a nova chapa que concorria ao centro acadêmico, ironicamente chamada The Pravda — escrita com a junção das logomarcas dos jornais The New York Times (EUA) e Pravda (URSS). Com a vitória, tornou-se em 1984 presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto. Na ação política, participou das passeatas e comícios do movimento Diretas Já, em favor do restabelecimento de eleições diretas para Presidente da República.
Por seu envolvimento no movimento estudantil, Haddad foi espionado pelo exército e SNI e aparece como um estudante envolvido nos debates nacionais e cercado de personagens da elite intelectual e política de São Paulo.

Pronunciamento de Fernando Haddad como Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto. Foto recuperada por Miguel Matos, editor do Migalhas, e recebida da jornalista Maria Cristina Fernandes, Jornal Valor Econômico.
Publicações
Livros
- O Sistema Soviético e sua decadência, Scritta Editorial, São Paulo, 1992
- Em defesa do socialismo, Editora Vozes, Petrópolis, 1998
- Desorganizando o consenso, Vozes, Petrópolis, 1998
- Sindicatos, cooperativas e socialismo, Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2003
- Trabalho e Linguagem para a Renovação do Socialismo, Azougue Editorial, Rio de Janeiro, 2004
- O Terceiro Excluído, Editora Zahar, São Paulo, 2022
- Capitalismo Superindustrial – Caminhos diversos, destino comum, Editora Zahar, 2026
Teses acadêmicas
- O Caráter Sócio-Econômico do Sistema Soviético. Mestrado em Economia. Orientador: Eleutério Fernando da Silva Prado.
- De Marx a Habermas – O Materialismo Histórico e seu Paradigma Adequado. Doutorado em Filosofia. Orientador: Paulo Eduardo Arantes.
Artigos em periódicos acadêmicos e prefácios
- “Habermas leitor de Weber”, Lua Nova, n. 38, 1996.
- “Trabalho e classes sociais”, Tempo Social, número 9 (2), 1997.
- “Habermas: herdeiro de Frankfurt?”, Novos Estudos Cebrap, n.48, 1997.
- “Arrighi toma o elevador”, prefácio ao livro “A Ilusão do Desenvolvimento”, de Giovanni Arrighi, 1998.
- “Teses sobre Karl Marx”, Estudos Avançados, USP, 34, 1998.
- “Trabalho e Linguagem”, Lua Nova, n. 48, 1999.
- “Toward the redialectization of historical materialism”, Cultural Critique, University Of Minnesota Press, n. 49, Fall, 2001.
- “Dialética Positiva: de Mead a Habermas”, Lua Nova, no prelo
- “O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas”.
Artigos publicados em jornais e revistas
- “Privatização e Déficit Público”, Jornal Folha de S. Paulo, 26 de julho de 1990.
- “Privatização e Eficiência”, Jornal Folha de S. Paulo, 25 de agosto de 1990.
- “Nazismo sem Bala”, Jornal Folha de S. Paulo, 26 de junho de 1994.
- “50 anos em 5”, Jornal O Estado de S. Paulo, 25 de agosto de 1997.
- “O embate Arrighi X FHC”, Jornal Folha de S. Paulo, 30 de novembro de 1997.
- “Um 1999 sombrio”, Jornal Folha de S. Paulo, 9 de outubro de 1998.
- “Reeleição e dependência”, Jornal Folha de S. Paulo, 9 de janeiro de 1999.
- “O seu, o meu e o nosso dinheiro”, Jornal Folha de S. Paulo, 19 de abril de 1999.
- “Patrimônio e democracia”, Jornal Folha de S. Paulo, 18 de agosto de 1999.
- “Lanterna na Proa”, Jornal Folha de S. Paulo, 9 de novembro de 1999.
- “Terceiro Setor e Economia Solidária”, Jornal Folha de S. Paulo, 28 de dezembro de 1999.
- “IPTU Progressivo: Simples e justo”, Jornal Folha de S. Paulo, 8 de dezembro de 2001.
- “PSDB e PFL”, Jornal Folha de S. Paulo, 24 de abril de 2002.
- “Ainda o PSDB”, Jornal Folha de S. Paulo, 14 de maio de 2002.
- “Um desenho para São Paulo”, Jornal Folha de S. Paulo, 16 de julho de 2014.
- “Vivi na pele o que aprendi nos livros”, Revista Piauí, Edição 129, Junho de 2017.


